Beleza exterior

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Nos desfiles de Nova York e Europa do Verão 2011, a mistura de estampas foi uma das tendências que mais se destacou. E, logo na primeira olhada, teve uma delas que me inspirou, e que eu super adotei: a mistura de listras com floral.

Spring 2011: Anna Sui, Betsey Johnson, Prada

A princípio, podem parecer duas tendências muito diferentes: enquanto as listras são navy, as flores caem para o lado boho e romântico. Mas se você ousa colocá-las juntas, elas funcionam surpreendentemente bem. E funcionam tanto para passarela quanto pra vida real.

Nos desfiles, Anna Sui apostou numa variação bem discreta desse look: na primeira foto dá pra reparar bem que as texturas da própria roupa é que criam a mistura de estampas. As flores estão na renda, e as listras na composição do vestido – não são duas peças estampadas separadas; bem original, né? Já Betsey Johnsonaka a estilista mais divertida de todos os tempos – optou por uma mistura alegríssima, sem medo das cores. E a Prada usa da mesma forma: a saia, na verdade, aqui, não é um floral, e sim uma estampa com motivos tropicais. Mas funciona da mesma forma, né?

Na vida real também dá pra usar de várias formas. A mistura de texturas da primeira foto é minha favorita, mas também gosto da ideia de colocar cor no look. Na vida real eu adoto usando duas peças branco e preto: uma blusa branca com listras pretas de paetê, e uma saia com fundo preto e flores brancas pequenininhas.

Imagens via Style.com; Stylescrapbook; Couturious; Wheredidyougetthat

A temporada de primavera-verão 2011 das semanas de moda internacionais trouxe várias tendências bacanas, como a mistura de estampas (vou fazer post só sobre isso!), a volta do romantismo e dos vestidinhos acinturados. Sei que isso vai fazer as brasileiras mais felizes que reencontrar uma irmã gêmea perdida há décadas, já que por aqui quase ninguém ama muito a moda boyfriend e tals.

Mas sempre tem o lado ruim, néam. E, dessa vez, pra mim, foi a volta dos anos 90. Primeiro que uma década que eu vivi voltar tão rápido já é meio assustador. E segundo, gente, que olha o que ela trouxe de volta:

 Alberta Ferretti, D&G e L.A.M.B.
Alberta Ferretti, D&G e L.A.M.B.

Siiiim, as barrigas de fora! Que, a bem da verdade, já tinham sido tendência forte nos anos 70 que, não por acaso, também foram referência forte da temporada. Ah, o ciclo da moda…

As fotos que eu escolhi até que não são horrorosas, especialmente porque estão na passarela de marcas bacanas (a da D&G eu até acho bonita). E teoricamente a nova barriga de fora deve ser usada assim, com cintura alta, peças larguinhas, só uma tirinha de pele à mostra.

Mas agora vamos fazer um exercício. Imagina que essa moda pega. Agora imagina que essa moda pega no Brasil. Agora imagina que você ta no metrô e as pessoas tão usando isso, achando que são sensuais. Pois é. (Tá, eu sou preconceituosa, me deixa.)

 

 Vena Cava, Giselle Bündchen na Colcci e Leighton Meester

Vena Cava, Giselle Bündchen na Colcci e Leighton Meester

 

E essas três fotos exemplificam o quanto essa tendência pode dar errado. Primeira foto: eu tinha esse top. E aos 12 anos usei para me fantasiar de Britney Spears. Segunda foto: desfavoreceu Gisele. Terceira foto: acho que ela fala por si só. I rest my case.

*Contém ironia

Fotos: Style.com; Ego e Reprodução

Esse blog, quando eu pensei em criá-lo, era pra ser sobre moda também, não só maquiagens e cosméticos. Mas até agora, nada tinha assim me inspirado super a escrever sobre roupas e que tais. Até que, acompanhando a última SPFW (só pela internet e TV dessa vez, deprê), que terminou nesta segunda-feira (14), uma coisa me chamou a atenção. É um look de verão que eu amo, e ficou muito bem traduzido, especialmente pela Maria Bonita.
 

Essa calça “cropped” ficou incrível feita em tecido solto e fluido.

Vou explicar. Eu acho que a tradução (literal?) do descolo (minha amiga Bel “criou” esse termo, e é muito mais legal do que falar descolado, que faz você parecer uma avó) são roupas bem soltinhas. Sem nem entrar no mérito de que, né, esses modelos são mesmo mais democráticos (tipo não precisa pesar 50 quilos pra poder usar), os tecidos bem fluidos e soltos do corpo ainda fazem a peça se mover conforme você se mexe, deixando tudo muito mais cheio de informação de moda – você vê o tecido, admira os poucos momentos em que ele encosta no corpo, repara nas pregas e no caimento etc.

Na minha cabecinha algo limitada funciona tipo assim: o tecido e a modelagem muito justas exigem algo do nosso corpo, enquanto os tecidos e a modelagem levinhas e soltas oferecem algo. Dá pra entender?
 
E, nessa leveza quase etérea que a Maria Bonita criou, as peças ainda ficam muito com carinha verão. E aí vai ter gente que vai dizer: mas essa calça que corta o tornozelo no meio vai me deixar baixinha e gordinha! E eu digo: e daí? Hahahaha. Primeiro que, né, eu já sou baixinha e gordinha. E segundo que você pode usar todos aqueles truques que a gente já aprendeu: comprar um modelo claro, e usar um sapatinho nude, meio da cor da pele. Fica de menina rica. E se você for mais abençoada fisicamente e quiser ousar, é só botar um tamancão ou qualquer sapato bem pesado, que faz a linha moderna. E ó, esse espacinho que sobrou de fora na canela pode ajudar a te refrescar, e aí, quando estiver fazendo 40 graus, você vai agradecer.

*Enquanto eu tava preparando esse post, as meninas do Oficina de Estilo, blog que eu amo e acho leitura obrigatória, falaram sobre como usar essas calças, dando outro exemplo. Vai lá.
**As fotos são do FFW, nossa very own version do Style.com


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