Beleza exterior

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Eu sou a primeira a admitir que raramente abro mão do salto alto – e se você me ver de tênis pode apostar que estou indo para a academia. Em geral, gosto de pensar com cuidado no que vou vestir a cada manhã, montar um look mesmo, sem só jogar peças juntas e sair correndo. (Claro que às vezes dá certo e outras vezes não!)

Vai daí que geralmente me vejo com roupas não muito práticas – e nem sempre as mais confortáveis para o dia a dia. Em geral, não é um grande problema, porque ando de carro (carona, tá, pessoal, que eu não dirijo), táxi e eventualmente ônibus. A pé, para coisas que preciso resolver na hora do almoço, por exemplo.

Todo esse nariz de cera é pra dizer que, nessa semana, acabei decidindo que queria começar a, pelo menos uma ou duas vezes na semana, voltar a pé para casa – eu trabalho a mais ou menos 4 quilômetros de distância, o que daria (pra uma pessoa um tico mais condicionada que eu, hehehe) uns 50 minutos, uma hora de caminhada. Bom exercício, né, nenhum sacrifício.

Mas o que fazer com a bolsa enorme, pesada por causa da nécessaire de maquiagem e de mil outras coisas? E com o salto alto? No dia em que decidi começar o exercício, quis vestir uma saia longa, branca, com blusa de malha amarela e uma sandália de salto médio. A solução: coloquei uma mochila (feinha, tadinha! Mas é a que servia para o propósito!) com o tênis e, na hora de ir embora, troquei o sapato e enfiei a bolsa (de pano) e seu conteúdo reduzido dentro dela!

E fui caminhando, com esse look in-crí-vel, que faria qualquer fashionista chorar e sair correndo: saia longa estampada, blusa amarela de malha (até aí, tô linda), complementados por tênis – daqueles de academia, que são mais confortáveis! – e mochila antiiiiiga daquelas da Kipling, sabem? Que eu ainda carreguei durante boa parte do trajeto na frente do corpo, porque meu celular tava no bolso e sei lá, achei vulnerável deixar nas costas. O cabelo fica preso num coque de qualquer jeito, pra não dar calor.

Tava bonita? Não, não tava. Se encontrasse algum conhecido no caminho ficaria chateada. Mas tava prática. Consegui andar, sem nenhum problema, até – pra ser sincera com vocês, vai – quase a minha casa. (Mas aí a culpa é do pulmão, não da roupa!) E durante o dia, no trabalho e tudo o mais, eu estava com a roupa escolhida, bonitinha, ótima, nenhum problema.

Esse texto longuíssimo é pra ter uma moral, que é: a moda, ou o que a gente escolhe vestir, pode sim passar uma mensagem. Mas tem dias, ou horas, em que é preciso se livrar dessa necessidade. Porque às vezes a mensagem que você quer passar é a de que sua prioridade, naquele momento, está em outro lugar.

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