Beleza exterior

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Minha primeira aquisição fashion no ebay chegou na semana passada e foi uma grata surpresa, que queria dividir com vocês. Depois de conhecer o blog A casa está cheia de flores e ver as peças lindas que a Lily arremata no site, resolvi fazer o teste com algo que nunca vi por aqui: a joint skirt legging ou fold over legging (deve haver outros nomes também…vocês conhecem?).

Adoro leggings. Tenho algumas e nem preciso dizer que ela é super versátil e combina com quase qualquer estilo. Mas haja tops compridinhos no guarda-roupa para cobrir o quadril…

Joint skirt legging ou fold over legging. Não são lindas?

Por isso, quando vi a joint skirt legging e as mil possibilidades que ela traz, achei o máximo! E a peça nada mais é que uma legging com uma saia curtinha acoplada. Dá pra usar com blazer, jaquetas, cardigans, camisas e camisetas e abusar de botas, sapatilhas baixinhas, sapatos com salto mais grosso…praticamente não tem como errar!

Minha joint skirt legging cinza foi comprada deste vendedor e chegou em 20 dias. As fotos da peça no ebay talvez passem uma impressão contrária, mas o tecido é super bom, o acabamento é ok e ficou perfeita no corpo – não é à toa que só estou esperando a falência passar para encomendar uma preta!

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Eu sou a primeira a admitir que raramente abro mão do salto alto – e se você me ver de tênis pode apostar que estou indo para a academia. Em geral, gosto de pensar com cuidado no que vou vestir a cada manhã, montar um look mesmo, sem só jogar peças juntas e sair correndo. (Claro que às vezes dá certo e outras vezes não!)

Vai daí que geralmente me vejo com roupas não muito práticas – e nem sempre as mais confortáveis para o dia a dia. Em geral, não é um grande problema, porque ando de carro (carona, tá, pessoal, que eu não dirijo), táxi e eventualmente ônibus. A pé, para coisas que preciso resolver na hora do almoço, por exemplo.

Todo esse nariz de cera é pra dizer que, nessa semana, acabei decidindo que queria começar a, pelo menos uma ou duas vezes na semana, voltar a pé para casa – eu trabalho a mais ou menos 4 quilômetros de distância, o que daria (pra uma pessoa um tico mais condicionada que eu, hehehe) uns 50 minutos, uma hora de caminhada. Bom exercício, né, nenhum sacrifício.

Mas o que fazer com a bolsa enorme, pesada por causa da nécessaire de maquiagem e de mil outras coisas? E com o salto alto? No dia em que decidi começar o exercício, quis vestir uma saia longa, branca, com blusa de malha amarela e uma sandália de salto médio. A solução: coloquei uma mochila (feinha, tadinha! Mas é a que servia para o propósito!) com o tênis e, na hora de ir embora, troquei o sapato e enfiei a bolsa (de pano) e seu conteúdo reduzido dentro dela!

E fui caminhando, com esse look in-crí-vel, que faria qualquer fashionista chorar e sair correndo: saia longa estampada, blusa amarela de malha (até aí, tô linda), complementados por tênis – daqueles de academia, que são mais confortáveis! – e mochila antiiiiiga daquelas da Kipling, sabem? Que eu ainda carreguei durante boa parte do trajeto na frente do corpo, porque meu celular tava no bolso e sei lá, achei vulnerável deixar nas costas. O cabelo fica preso num coque de qualquer jeito, pra não dar calor.

Tava bonita? Não, não tava. Se encontrasse algum conhecido no caminho ficaria chateada. Mas tava prática. Consegui andar, sem nenhum problema, até – pra ser sincera com vocês, vai – quase a minha casa. (Mas aí a culpa é do pulmão, não da roupa!) E durante o dia, no trabalho e tudo o mais, eu estava com a roupa escolhida, bonitinha, ótima, nenhum problema.

Esse texto longuíssimo é pra ter uma moral, que é: a moda, ou o que a gente escolhe vestir, pode sim passar uma mensagem. Mas tem dias, ou horas, em que é preciso se livrar dessa necessidade. Porque às vezes a mensagem que você quer passar é a de que sua prioridade, naquele momento, está em outro lugar.

Nunca pensei que fosse dizer isso (visto esse post, que explica bem meu problema com a tendência das barrigas de fora), mas achei uma forma que, em minha opinião, é adequada e bem fresh para quem quer adotar a tal barriguinha (inha mesmo, hein!) de fora.

E quem mostrou pra gente foi a Leighton Meester (aka Blair Waldorf), no tapete vermelho do filme The Roommate. Para eventos formais, porém descontraídos – como era o caso –, acho perfeito. O vestido Michael Kors que ela escolheu tinha um recorte bem discreto, que na verdade acabou acentuando mais o corte e o caimento do que a barriga sarada. E a mistura do couro em cima com o tecido bem fluido embaixo ficou incrível, hein?

Leighton Meester, sua linda!

E quem fez o contrário disso foi Camilla Belle, com um look by Jason Wu. Também no tapete vermelho (na premiére de From Prada to Nada), ela escolheu uma combinação que deixou toda a atenção exatamente na barriga (que, diga-se de passagem, gata, me dá vontade de redobrar as aulas de pilates!). Mas achei que nada aqui funcionou: barriga demais à mostra, corte reto demais, terno careta demais pra um top muito ousado. Sei lá. Me deixou nervosa.

Camilla, sei lá. Te adoro, mas não. N-ã-o.

E vocês, o que acham? Quem ganha no quesito abdômen-tendência?

*Fotos: Reprodução

 

Nos desfiles de Nova York e Europa do Verão 2011, a mistura de estampas foi uma das tendências que mais se destacou. E, logo na primeira olhada, teve uma delas que me inspirou, e que eu super adotei: a mistura de listras com floral.

Spring 2011: Anna Sui, Betsey Johnson, Prada

A princípio, podem parecer duas tendências muito diferentes: enquanto as listras são navy, as flores caem para o lado boho e romântico. Mas se você ousa colocá-las juntas, elas funcionam surpreendentemente bem. E funcionam tanto para passarela quanto pra vida real.

Nos desfiles, Anna Sui apostou numa variação bem discreta desse look: na primeira foto dá pra reparar bem que as texturas da própria roupa é que criam a mistura de estampas. As flores estão na renda, e as listras na composição do vestido – não são duas peças estampadas separadas; bem original, né? Já Betsey Johnsonaka a estilista mais divertida de todos os tempos – optou por uma mistura alegríssima, sem medo das cores. E a Prada usa da mesma forma: a saia, na verdade, aqui, não é um floral, e sim uma estampa com motivos tropicais. Mas funciona da mesma forma, né?

Na vida real também dá pra usar de várias formas. A mistura de texturas da primeira foto é minha favorita, mas também gosto da ideia de colocar cor no look. Na vida real eu adoto usando duas peças branco e preto: uma blusa branca com listras pretas de paetê, e uma saia com fundo preto e flores brancas pequenininhas.

Imagens via Style.com; Stylescrapbook; Couturious; Wheredidyougetthat

Viu, gente, eu falei que ia ser uma série. Pelo menos até acabarem minhas entrevistadas. Hahahaha. Eu entrevistei a Paula para a mesma matéria que a Camila Coutinho, e ela é, com certeza, uma das pessoas mais fofas e atenciosas que já vi por aí. E o blog é a cara dela, reflexo de gostos ecléticos, mas sempre sofisticados. Neste ano, ela começou ainda um outro blog, cheio de coragem, o Crônicas da Surdez, para contar como é a vida dela tendo problemas de audição.E dá pra ver pelos depoimentos que anda ajudando muita gente por aí, viu.

A ideia de publicar essas entrevistas na íntegra é entender um pouco das opiniões dessas meninas bem-sucedidas, que sabem tudo de moda, beleza e blogs. Então, espero que vocês aproveitem. Dá pra pescar, na entrevista, várias dicas. Me digam o que acharam!

Quando você começou o blog? Por quê?
Comecei no início de 2007. O blog tem arquivos a partir de agosto de 2007, mas comecei muito antes – só que deletei vááários posts dessa época porque eram pessoais demais. Comecei sem pretensão nenhuma, só queria um espacinho virtual pra publicar os meus ‘achismos’ a respeito das coisas.

Você já tinha esse interesse em moda antes do blog? Como foram os primeiros retornos que recebeu depois de começar a produzir conteúdo?
Sempre gostei de moda e tive olhar crítico. Aos 15 anos dava uma fugida do colégio na hora do recreio só pra comprar a “Seventeen”, que eu amava e traduzia inteira para dar um upgrade no meu inglês. Depois de um tempo blogando foi muito lisonjeiro receber emails e comentários de pessoas que eu admirava dizendo que adoravam meus posts! Até hoje acho isso surreal! Com o crescimento do Sweetest, o retorno mais bacana foi grandes marcas apostarem no blog para mostrar suas coleções e fazer promoções para as leitoras. Marcas como Drosófila, Equus, Lança Perfume, Damyller, Studio TMLS, Miezko, Diarium, Maria.Valentina e muuuitas outras – inclusive estrangeiras.

Hoje, como é sua rotina? Considera o blog um “trabalho”, ou ele continua sendo um hobby?
Tenho o trabalho da vida real, que consome 8 horas diárias. À noite, dedico algumas horas para responder emails, aprovar comentários, pesquisar e montar posts e navegar pela internet. O blog é, basicamente, um segundo trabalho. Requer muita dedicação – a meta é postar uma vez ao dia.

Você mora numa cidade que fica longe do “eixo da moda”, Rio e São Paulo. Isso atrapalha ou influencia de alguma maneira?
Na verdade, acho que facilita bastante. É bom poder ter um olhar ‘de fora’. Desse modo, não fico condicionada ao mesmo pensamento nem tenho o mesmo foco de quem vive no ‘eixo da moda’. Ao mesmo tempo, com a internet, ninguém fica limitado por causa de geografia ou distâncias – a gente vive a um clique de qualquer lugar do mundo, ou seja, as barreiras não existem!

Qual o espaço dedicado no seu blog à moda mais “regional”, marcas menos conhecidas, do estado etc.?
Adoro descobrir marcas novas, especialmente as pequenas, que com um empurrãozinho têm tudo para deslanchar. Quando descubro alguma que me agrada, coloco no Sweetest com o maior prazer! Adoro sair do lugar-comum.

Como acha que está a produção de moda fora de Rio e São Paulo, e especificamente no Rio Grande do Sul, onde você mora?
Em Minas e no Ceará, fortíssima. Há uma infinidade de marcas maravilhosas nesses Estados que, infelizmente, não têm budget irrestrito para gastar com divulgação. Por isso, nem sempre ficamos sabendo da sua existência, é preciso pesquisar!

A temporada de primavera-verão 2011 das semanas de moda internacionais trouxe várias tendências bacanas, como a mistura de estampas (vou fazer post só sobre isso!), a volta do romantismo e dos vestidinhos acinturados. Sei que isso vai fazer as brasileiras mais felizes que reencontrar uma irmã gêmea perdida há décadas, já que por aqui quase ninguém ama muito a moda boyfriend e tals.

Mas sempre tem o lado ruim, néam. E, dessa vez, pra mim, foi a volta dos anos 90. Primeiro que uma década que eu vivi voltar tão rápido já é meio assustador. E segundo, gente, que olha o que ela trouxe de volta:

 Alberta Ferretti, D&G e L.A.M.B.
Alberta Ferretti, D&G e L.A.M.B.

Siiiim, as barrigas de fora! Que, a bem da verdade, já tinham sido tendência forte nos anos 70 que, não por acaso, também foram referência forte da temporada. Ah, o ciclo da moda…

As fotos que eu escolhi até que não são horrorosas, especialmente porque estão na passarela de marcas bacanas (a da D&G eu até acho bonita). E teoricamente a nova barriga de fora deve ser usada assim, com cintura alta, peças larguinhas, só uma tirinha de pele à mostra.

Mas agora vamos fazer um exercício. Imagina que essa moda pega. Agora imagina que essa moda pega no Brasil. Agora imagina que você ta no metrô e as pessoas tão usando isso, achando que são sensuais. Pois é. (Tá, eu sou preconceituosa, me deixa.)

 

 Vena Cava, Giselle Bündchen na Colcci e Leighton Meester

Vena Cava, Giselle Bündchen na Colcci e Leighton Meester

 

E essas três fotos exemplificam o quanto essa tendência pode dar errado. Primeira foto: eu tinha esse top. E aos 12 anos usei para me fantasiar de Britney Spears. Segunda foto: desfavoreceu Gisele. Terceira foto: acho que ela fala por si só. I rest my case.

*Contém ironia

Fotos: Style.com; Ego e Reprodução

Continuando uma série que eu comecei há tipo quatrocentas décadas (abafa, gente, agora é sério), vou publicar entrevistas que fiz com algumas blogueiras que adoro e admiro, gente que transformou seus sites em uma marca, com muito trabalho e talento (ai, tô puxando saco? Mas gente, eu super acredito nisso! hahaha). Já fiz com as Trendy Twins, lembram? E agora, é a vez da Camila Coutinho, do Garotas Estúpidas. Ela me deu essa entrevista para essa matéria aqui, sobre a moda fora do eixo Rio-São Paulo.

A Camila fala lá um pouco sobre tudo: moda, beleza, até música, viagens. E o que é mais impressionante é o cuidado que ela tem. O blog é todo caprichado, com posts pesquisados, e divertidos no estilo dela, sabem? Recomendo muito. E ela é tão chiquérrima, minha filha, que foi citada até numa lista da “Vogue Paris” como um dos 45 blogs mais legais do-mun-do. Okay pra vocês? Então vale a pena ler as opiniões dela sobre o mundo da moda e dos blogs, olha:

Quando você começou o blog? Por quê?
Comecei quase 4 anos atrás apenas com o intuito de trocar informações divertidas com as minhas amigas. Tipo as fofocas da Britney e Lindsay Lohan sabe?

Você já tinha esse interesse em moda antes do blog?
Sim, sim… Sempre tive, desde pequena! Tanto que, quando comecei o blog, já estava na faculdade de Design de Moda.

Hoje, como é sua rotina? Considera o blog um “trabalho”, ou ele continua sendo um hobby?
O blog atualmente é um trabalho pra mim, todo dia tento alimentar os espaços com novidades bacanas e estou sempre a procura de matérias que interessem aos leitores.

Você mora numa cidade que fica longe do “eixo da moda”, Rio e São Paulo. Isso atrapalha ou influencia de alguma maneira?
De jeito nenhum! A internet não tem fronteiras e eu pesquiso informações nos mesmos sites que os blogs do “eixo da moda”. Também leio muitas revistas nacionais e internacionais e estou sempre no SPFW… Não muda muita coisa né?

Qual o espaço dedicado no seu blog à moda mais “regional”, marcas menos conhecidas, do estado etc.?
Eu adoooro falar da moda pernambucana em todos os sentidos, tanto das marcas quanto dos profissionais. Mas claro que eu só comento se for bacana mesmo, não só porque é meu conterrâneo! Acho super importante valorizar o que temos de legal por aqui….

Como acha que está a produção de moda fora de Rio e São Paulo, e especificamente em Recife, onde você mora, e no Nordeste de forma geral?
Eu acho que está crescendo bastante em todas as áreas viu? Tô vendo muita gente trabalhando e a procura pelos profissionais de moda cresce a cada dia. Estão começando a reconhecer que a função de um stylist, por exemplo, é essencial em alguns trabalhos, coisa que antes não acontecia!


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