Beleza exterior

Posts Tagged ‘illamasqua

Quando eu digo para minhas amigas que 90% das minhas compras de maquiagem são feitas virtualmente e em sites internacionais, elas ficam surpresas. Porque parece que, tradicionalmente, maquiagem, não é uma coisa que pensamos em comprar dessa forma; as compras virtuais acabam ficando restritas a livros, CDs (alguém mais ainda compra CD? hahaha), até eletrônicos… Mas maquiagem? Xampu?!

Não vejo por que estranhar, já que, em contrapartida, estamos suuuper acostumadas a comprar em revistinhas de Natura e Avon, por exemplo. Se o problema é não ver o produto, dá na mesma, né? Com uma diferença: o advento de blogs e fóruns de beleza aumentou a consciência sobre o quê estamos comprando. A gente aprendeu a pesquisar, ver resenhas, swatches, opiniões a favor e contra… Você não entra lá num site e compra um treco só porque acha que é bonitinho. E fala a verdade, várias vezes, nas revistinhas, é isso que a gente faz.

Então, vim aqui hoje tentar dar uma destrinchada nesse processo de compras virtuais internacionais, ou pelo menos em como ele tem funcionado – bem – pra mim.

Vantagens

A grande beleza que eu vejo nisso nem é tanto comprar produtos mais baratos; é comprar produtos que não estão disponíveis mesmo no Brasil. Então, coloque aí na lista marcas como Benefit, Frederic Fekkai, Nars, Urban Decay, Illamasqua; além de edições limitadas da M.A.C , Chanel, etc. etc. etc. ad infinitum até onde seu cartão permitir.

Claro que, no fim, muitas vezes você acaba comprando coisas que sim, dava pra comprar aqui, por um preço mais barato. Por exemplo, vamos comparar um produto-desejo-luxo: no Strawberrynet, a base Teint Resist, da Yves Saint-Laurent custa R$111,00. Eu comprei no Brasil, numa perfumaria do Shopping Paulista, por cerca de R$215,00, mesmo preço da Sacks. Por que eu fiz isso? Porque não quis esperar e tive um impulso, simplesmente. Nesse caso, vai da sua paciência, do seu julgamento e do seu garimpo virtual.

Desvantagens

A grande desvantagem de comprar online-internacional é o medo. Explico: Sua compra pode, sim, extraviar (comigo nunca aconteceu); pode, sim, ser taxada pela Receita, ao chegar no país e passar pela Anvisa. Isso acontece com mais frequência com compras que passam de US$50. Mas pode acontecer com compras que custaram… R$40 reais, como foi o caso da Bárbara (leiam aqui o post dela!). E nem sempre eles vão cobrar de taxa os 60% estimados sobre o valor que você de fato pagou.

Eu acabei de passar por isso, pela primeira vez. Fiz uma compra no Strawberry, de produtos para cabelo – coincidentemente ou não, pela primeira vez escolhi um frete pago e com rastreio, ao invés do grátis e sem rastreio – que custou cerca de R$130, já com o frete. E, quando chegou, fui taxada em R$101. 60% seriam R$78, né? Mas não foi. O que mostra que o que vale é o julgamento deles.

Mas a verdade é que quase sempre nada acontece. Veja que essa deve ser tipo minha vigésima compra em dois anos, e só agora fui taxada. No mesmo mês fiz outras duas compras, sem problemas. Logo, calculo que vale a pena, sim. Especialmente se você e/ou sua família não viajam sempre pra fora. Sou uma fervorosa incentivadora de compras virtuais em sites internacionais, e por isso vou contar…

…As lojas que eu indico!

Eu tenho algumas – não muitas, na verdade – lojas em que costumo comprar regularmente. Uma delas é a Cherrie Cosmetics, da Vivi e da Bruna, brasileiras que moram nos Estados Unidos. Elas já encomendaram para mim coisas incríveis que eu queria muito, como a paleta Naked, da Urban Decay, são atenciosas, o site é organizado, enfim.

Pra comprar M.A.C, especialmente coleções passadas, ou achar pechinchas, vá na Brigette’s Boutique. Alguns preços são realmente baratos, como sei lá, um quarteto da Lâncome por US$5,50. Não entendo como, mas é esse o preço, eu já comprei, e as coisas são originais. (Diferentemente da All Cosmetics Wholesale, onde eu também já comprei e me ferrei recebendo um batom falsificado. Leiam esse post sobre isso pra não comprar lá.)

Finalmente, o Strawberry, carinhosamente chamado na blogosfera de Morangão, um dos mais famosos. Fica em Hong Kong, tem várias marcas e fico sempre de olho pra ver o que entra em estoque. Às vezes rolam produtos ótimos, mas em cores meio blé, sabe? Mas às vezes você encontra ofertas maravilhosas de coisas que você realmente quer. Eles têm frete grátis e teoricamente devolvem seu dinheiro se você for taxado. Eu não concordo em pedir esse valor, apesar de eles oferecerem – e isso já foi motivo de muita polêmica, até por eles terem aumentado os preços em reais graças a isso. Enfim. Eu fui taxada e fiquei quieta, achei mais justo.

Outra opção, se você não tem cartão internacional, são as meninas que moram por aqui mesmo e trazem produtos sob encomenda. Já comprei com a Dani Pinheiro e, mais recentemente, com a Mafê, do Fashion Import, uma fofa. Tudo deu sempre muito certo.

E, finalmente, os sites de marcas que entregam aqui. Eu pessoalmente só comprei na Illamasqua, mas tem também a Benefit, que quero muito testar (e deve ter outras, só não me lembro, se você lembra, comente aí!)

E vocês meninas? Compram sempre em sites internacionais? Ou ainda não?

As cores candy – aquelas bem coloridas, que lembram cores da infância, meio em tom pastel, sabem como? – estão super em alta, já faz algum tempo. E tudo o que anda muito em alta, a gente já sabe logo: vai acabar nas unhas.

Então, eu aproveitei que essa é uma moda que, em termos de beleza eu gosto bastante (mais do que em moda, pra falar beeeem a verdade), e fiz uma pequenina seleção entre os meus vidros dos esmaltes que eu acho que dá pra adotar sem medo de ser criança feliz.

Eu pintei assim, lindo, um em cada unha, e sabe? Vou dizer que até gostei. Sairia assim na rua fácil, não fosse o fato de que fui eu mesma que fiz (cê jura, tá tão bem pintado!) e minha incrível habilidade me impede de fazer o mesmo na mão direita, fato que me obrigou a passar acetona em tudo tão logo terminei as fotos.

Os esmaltes que eu usei foram:

Da esquerda para a direita:
1- Encanto, Eliana. É um lavanda lindinho, uma das minhas cores favoritas. Bem cremoso e só ligeiramente chato de passar (a primeira vez que usei fez várias bolhinhas, mas isso a gente sabe que depende do dia e da pessoa, né?)
2- Cigarrette, Risqué, coleção Pop 4 You. Ele é fosco, mas eu passei um extrabrilho pra ornar com as outras unhas. Gostei especialmente porque ele seca bem rápido e bom, azul é sempre fofura.
3- Blow, Illamasqua. Amarelo pastel é vida, é amor, é carinho e afeição na ponta dos dedos, meu Brasil. Agora, se vocês querem a verdade sobre o preço e a cobertura dele, revisitem este post. Sem mais.
4- Água de Coco, Hits Specialittá. O mais legal é que eu simplesmente não sei se esse esmalte é verde-limão ou amarelo. Hahahahaha. Ficou manchadinho, mas vai saber se isso é culpa minha ou do esmalte, né. O importante é que a cor é sensacional e tudo o mais.
5- Gaivota, Impala. Cor de mulher fina, tipo um laranjinha-apagadinho-ligeiramente-terroso. Mas é muito, muito lindinha. Nunca usei na mão inteira porque tenho 80 vidros de esmalte, mas pretendo assim que tiver um compromisso que exija de mim seriedade e glamour ao mesmo tempo (ou seja, provavelmente nunca, porque seriedade? Não trabalhamos).
6- Essa é a base fortificante + extrabrilho que eu uso, a Double Duty, da Sally Hansen. É cara (não lembro quanto tenho alzheimer, mas comprei na Audrey, na Liberdade), mas tá só na metade, e eu uso só ela há um ano.

Essas são minhas indicações. E vocês, pretendem adotar algumas dessas cores nhami pro verão?

Bom, depois de um longo e tenebroso inverno ausente, voltei. Não me abandonem, okay, minhas 10 leitoras. Vou melhorar, prometo.

Então, vim mostrar pra vocês meu esmalte de menininha da semana. Ele é da marca inglesa Illamasqua, e eu comprei pelo site por módicos dois rins e um fígado £13. Comprei junto uma outra cor, amarelinha, o Blow, da coleção Pastel Nails. E um blush em creme, que é incrível e já já vai aparecer por aqui. Então, ó, esse aqui é o Wink:

Acho que é uma cor que não tem similar no Brasil, não. Um lilás com fundo bem azulado (mais azulado que rosa) e bem pastel. Por isso, meio que considero que valeu a pena gastar meus órgãos dinheiros.*

Agora, antes de recomendar que você saiam por aí fazendo a louca da Illamasqua (que é uma marca que tá meio que ficando hype nesse mundinho iludido e sem noção da beauté – e sim, me incluo na parte iludida-sem-noção, okay), tenho algumas considerações. O esmalte é lindo, sim. Mas é difícil de passar. É grosso – o que, por outro lado, significa que ele cobre bem. Mas o chato MESMO é que ele marca muito. Tipo fica uns dois dias marcando quando você enfia a mão no fundo da bolsa pra procurar o celular. Meio chato, néam. Mas dá toda uma sensação de paz mão-com-cor-de-quarto-de-bebê-e-princesa que compensa.

(Por Laura F.)

*Ok, tô meio obcecada com esse recurso de escrever uma coisa e riscar em cima, acho que tem toda uma ironia embutida. Mas vou parar.


Enter your email address to subscribe to this blog and receive notifications of new posts by email.

Junte-se a 17 outros seguidores

Atualizações Twitter