Beleza exterior

Posts Tagged ‘comparação

Taí um negócio que a Chanel sabe fazer, viu: lançar umas cores (de esmalte, de batom, whatever) e deixar todo mundo meio louca-do-quartinho atrás. Na maquiagem, o último caso foi o batom Rouge Allure Génial, um coral que é bem cara de verão e foi lançado na coleção Les Pop-Up – a mesma que teve o esmalte Nouvelle Vague.

Mas então daí que vejam vocês: não basta querer um batom Chanel, tem que ter disposição de pagar insanos US$32 – ou ainda mais insanos R$120 – nele. (Sem julgamentos aqui, porque cara. Sou eu falando. Cês acham que eu não sou a insana-mãe de todas as insanidades?) Depois que você decide fazer isso, ainda tem outro problema: encontrar o raio do batom, que a essas alturas já esgotou, virou item de colecionador etc. etc.

E aí toda essa ladainha pra, primeiro, agradecer ao meu bondoso pai que, com muito amor e resignação, encontrou um Génial remanescente numa loja da Chanel em Cannes, nas férias dele, e me trouxe. (Quem tem família tem tudo, né, gente.) E daí eu abri o batom e… uau, ele é lindo, incrível, valeu toda essa peregrinação atrás dele. Olha só:

Sente o drama das minhas fotos cada vez mais artísticas! hahaha

Mas aí olhei, passei na mão, usei uma noite e percebi que… Eu tinha comprado um muito parecido tipo uma semana antes. Ops. Hahahahaha! Era o Báli Intenso, recém-lançado pela Contém 1G. Gente, tão vendo? Se você também era a louca-do-quartinho, resolvi seus problemas! Eles são tipo irmãos, mesmo:

Da mesma família, né?

Na boca ficam ainda mais idênticos. Melhor de tudo: a cobertura do Báli é ótima, a duração de ambos é bastante parecida (em torno de quatro a cinco horas, o que é uma boa média para um batom que nem é matte nem nada). E o preço, né, gente? Custa R$39, o que ok, não é uma pechincha, mas também não é um absurdo para um batom de boa qualidade e cor incrível. E tem loja da Contém 1G em todo canto, olha aqui.

E antes de possuir o Génial, eu já tinha achado um dupe pro próprio Báli: o Coral Gum, que vem no Kit de Batons Rosa Chiclete, da Tracta (esse kit fofo aqui, que ainda tenho que resenhar!). Ele é mais claro e menos rosa do que o Báli e o Génial, puxa mais para o coral mesmo. E a cobertura é um tiquinho mais falhada e menos duradoura. Mas também, é bem mais barato: por R$35, você leva três cores de batom. Bom, né?

Agora é só escolher um coral pra chamar de seu durante o verão.

 

M.A.C Crosswires, Duda Molinos Copacabana e Vult 14

Eu já mostrei aqui nesse post que batom laranja e coral tá com tuuudo, né? Então decidi pegar três de faixas diferentes de preços para comparar, e mostrar quais são as vantagens e desvantagens de cada um – e, principalmente, mostrar para quem está pensando em comprar como são as cores de cada. Vou começar pelo mais caro, indo para o mais barato, e aí a gente vai comparando todos.

Na foto dos swatches dá pra ver bem as diferenças e familiaridades entre eles (apesar de ligeiramente escura, os tons estão bem fiéis).

M.A.C Crosswires, Duda Molinos Copacabana e Vult 14

Crosswires, M.A.C


Pontos positivos: Os batons da M.A.C estão, na minha opinião, entre os melhores do mercado, por causa da cobertura, cor e cheiro ótimos. O acabamento desse é Cremesheen, o que significa que ele é mais cremoso, mas mesmo assim tem uma cor bem viva. Não é opaco, ele tem como se fosse um brilho molhado beeeeem sutil (mesmo). Tenho vários nesse acabamento, e é um dos meus preferidos, por ser muito fácil de usar, já que não resseca nada nada a boca. A duração é boa, até umas quatro horas ele segura. A cor dele é bem linda: dos três, é o coral mais avermelhado, mas ainda assim não fica uma cor totalmente cheguei, sabe?

Pontos negativos: Bom, sendo bem sincera, na comparação, o ponto negativo dele fica sendo mesmo o preço, mais do que o dobro do Duda Molinos – que, para os padrões nacionais, muita gente já acha carinho. A cor, apesar de eu adorar, talvez seja a mais “assustadora” das três, para quem está começando a usar e procura um coral discreto. (Eu tinha um da M.A.C, o Ravishing, que era mais nesse estilo coral, mas ele sumiu. Ninguém mandou ter um trilhão de batons, né. Bom, fica a dica pra quem quiser experimentar outra cor.)

Onde comprar: Na Sacks ou nas lojas da M.A.C, por R$69 (na Sacks atualmente está esgotado). No exterior, por US$14

Copacabana, Duda Molinos


Pontos positivos: A embalagem é uma das minhas favoritas, tem aquele clique que eu mostrei aqui nesse post. É uma embalagem bem classuda, sabe? O acabamento é matte, o que significa que 1) não tem nenhum brilho whatsoever e 2) a cor acaba durando mais tempo – tipo umas quatro a cinco horas, sem retoque (vale dizer que, em mim, que falo e bebo água como uma louca do apocalipse, isso é realmente muito tempo). Em termos de tom, me parece um meio termo entre os outros dois, o que eu gosto bastante.

Pontos negativos: Vou ser paradoxal, mas o mesmo ponto positivo pode se tornar negativo: o acabamento matte também significa que 3) o batom fica bem difícil de passar, especialmente se a sua boca é seca. Pra mim, sinceramente, é o único ponto mais ou menos negativo (mais ou menos porque pra mim nem é, já que pra mim é sussa passar batom matte!).

Onde comprar: Na Loosho.com, por R$29,60 (ou na farmácia da Riviera de São Lourenço por R$20, gente, sei lá por que eles vendem tudo mais barato! Hahahahaha)

Vult, cor 14


Pontos positivos: A cor é foooofa até dizer chega. O coral mais versátil e sutil e tudo o mais dos três. Então, se você ainda não está assim super convencida da moda do laranja, vale a pena tentar esse. Até porque, gente, custa apenas R$6,90. Ou seja: um décimo do preço da M.A.C. Ele não é completamente matte, mas também não tem brilho. (Eu sei, comassim, Laura? Sei lá, gente, mas é assim.) Inclusive, no site da Loosho.com, ele está descrito como acabamento cintilante – o que ele não é de jeito nenhum, ok, como vocês podem ver pelas fotos.

Pontos negativos: A cor não fica totalmente boa com uma passada, é preciso voltar com o batom para uma cobertura perfeita. E a embalagem, gente. Mais pobreza impossível. Sério, Vult, quanto custaria pra fazer uma que simplesmente não fosse desse plástico vagabundo que quebra na primeira jogada na bolsa (caso da minha, oi) ou uma tampa que cobrisse totalmente a bala do batom? A duração é ok, de duas a três horas em mim. De qualquer forma, sinceramente, por esse preço, tenho nem coragem de reclamar muito.

Onde comprar: Na Loosho.com, ou em várias farmácias por aí, por R$6,90

Quem já me viu sem maquiagem – e isso bem acontece quando eu tô deprimida, por exemplo, beijo pra quem me aguentou na última semana – sabe que corretivo é uma parte meio obrigatória na minha rotina.

Eu tenho usado principalmente três corretivos da M.A.C. – Select Cover Up, Studio Finish e Studio Sculpt. Achei que valia a pena fazer uma comparação entre eles, porque vejo uma boa diferença em termos de textura e cobertura.

Para fins de comparação, me sujeitei à humilhação de tirar uma foto sem nada cobrindo minhas olheiras. Respirem fundo e vamos lá:

 Sentido horário: sem nada, Select Cover Up, Studio Sculpt, Studio Finish

Sentido horário: sem nada, Select Cover Up, Studio Sculpt, Studio Finish

O Select Cover Up é o que tem menos cobertura, como vocês podem constatar pela infeliz prova fotográfica produzida por essa gênia artística que soy yo. Ele é ok para quem a) não tem olheiras drásticas e vindas diretamente do mundo das trevas para assombrar a humanidade, como é meu caso; b) tem rugas e rola aquele medo de um corretivo cremoso marcar as linhas; ou c) quer um “make natural”.

Eu não tenho assim várias rugas, mas também não sou uma pessoa desprovida de linhas de expressão, dado que sou velha, rio muito (amo minha justificativa?). Então, todos os corretivos marcam um pouquinho as linhas abaixo dos olhos – e esse é o que marca menos, por ter cobertura mais suave. (Mas pensando bem nas fotos todos parecem iguais, né? Hm, mistério.) E, imagino que também por causa dessa cobertura, tem a menor duração entre os três, apesar de corretivo não ser algo que eu reaplico em nenhum caso.

Pela ordem da foto, o primeiro de baixo, Studio Sculpt, é meu atual favorito. Ele é bem cremoso, mas nada duro, sabe? É quase uma textura em mousse. E cobre super-super bem. Para evitar que ele craquele mais do que deveria, eu tenho passado com um pincel fofo, de esfumar (tipo o M.A.C. 217); mas na foto usei o dedo, e também funciona, claro. Acho que dá pra ver na comparação que ele cobre bem mais que o primeiro, né?

Finalmente, o Studio Finish. Acho que dos três ele deve ser até o mais famoso da M.A.C., e tem uma boa razão pra isso: é o que oferece cobertura mais alta – e é queridinho da Marina Smith, que é guru, e a gente ama e escuta, né? Foi minha primeira compra M.A.C. (tanto é que tá no finzinho). Ele realmente é ótimo e cobre até a olheira que você vai ter na manhã seguinte, mas tem alguns poréns. Tipo o fato de ele ser bem durinho, então não rola passar com o pincel fofo que eu falei. Com o dedo fica bom, porque daí o calor da sua mão meio que “derrete” o corretivo. Mas, por causa dessa consistência cremosa-dura, ele acumula mesmo nas dobrinhas. Inclusive em dobras que você nem sabia que estavam lá. Isso dito, é maravilhoso para espinhas (apesar de que eu não uso pra isso porque não seria a mesma cor) e fenomenal para dias de cansaço extra.

Então é isso. (Preciso urgente de um editor porque ninguém merece post de duas páginas, parabéns se você teve força de vontade pra ler até aqui.)

*Ah, meus corretivos são todos cor NW30, caso alguém estivesse curiosa.

Depois que eu comprei meu primeiro batom do Duda Molinos, o Bossa, achei que ele era muuuuito parecido com um que eu já tinha, e que é bem um dos meus queridinhos: o Please Me, da M.A.C.

Então, decidi comparar os dois. A cor e o acabamento são parecidos, mas não tanto quanto eu pensei à princípio:

 

Então, vamos à avaliação.

Bossa, Duda Molinos
Pontos Positivos: Bom, custando uma média de 30 reais, é bem mais barato do que o da M.A.C.? E mais fácil de encontrar, já que tem em diversas farmácias, lojas de cosméticos, internet etc. A cor é muito bonita, um rosa bem clarinho, mas não com aquele fundo pálido demais. Na Loosho.com, por exemplo, eles descrevem como “nude médio”. (Para registro: médio, ok, mas não acho ele nude, não.) Considero que fique bem em vários tons de pele. A embalagem é fofa, funciona com aquele clique (olha aqui nesse post).
Pontos Negativos: Bom, a textura dele é matte. Eu gosto dessa textura, mas isso significa que ela não funciona bem para quem tem os lábios secos ou rachados. Nesses casos, é preciso, sim, passar um hidratante labial antes, para facilitar.

Please Me, M.A.C.
Pontos Positivos: É um dos meus rosas favoritos há tempos. É ligeiramente mais escuro que o do Duda Molinos. Nunca poderia, por exemplo, ser descrito como nude – nem se for médio. E acho que, apesar de também ser matte, é mais fácil de passar um pouco (para mim, tá, minha experiência). A embalagem é simples, mas bonita e boa, o cheirinho é característico dos batons M.A.C., bem gostosinho, mas nada forte nem enjoativo. A duração é uma das melhores. De verdade, tipo umas 5 horas, e olha que eu bebo água sem parar.
Pontos Negativos: A textura é a mesma coisa do batom DM. Os batons de acabamento Matte da M.A.C. são bem secos. Mas, como eu disse logo aqui em cima, isso significa que ele dura muuuuito na boca. E bom, é mais caro, R$69 no Brasil. E é uma das cores que vivem esgotadas por aqui.

Veredito
Sei lá, gosto muito dos dois. Ajudei? Não, né, ah, tá.. Mas acho que, considerando o preço e a qualidade, o Copacana, do Duda Molinos, é uma ótima opção, apesar de não ser exatamente da mesma cor que o Please Me. Mas acho que os dois fazem, sim, parte da mesma família.

Primeiro, queria começar dizendo que não, eu não acho que ninguém precise de três batons rosas quase iguais. Mas, por outro lado, acho sim que todo mundo precisa de UM, pelo menos. Chama uma atençãozinha (bem inha, na minha opinião de usadora de batom laranja) e é feminino-delicado. Eu tenho toda uma coleção deles (tenho medo de contar quantos, mas certamente são mais de 10 – e eu sei que vocês tão me julgando, me deixa ser obsessiva, gente). Então, quando adquiri o último, o Viva Glam Gaga, responsável pela última febre beautística, pensei: vou comparar com os outros queridinhos parecidos, pra ver qual é que é.

Escolhi pra comparar o Secrets Romance, d’O Boticário (o da Taís Araújo na novela, criado pelo muso Fernando Torquatto) e o Snob, também da M.A.C. Então, vejamos que esse post tem uma utilidade pública: ajudar você a decidir se quer comprar algum deles, e qual, porque rá, eles são diferentes, sim, entre si.

Na bala os três não são tãaao parecidos, mas são da mesma família, né?

Bom, na primeira passada do Gaga, pensei logo no Romance. Isso porque a cobertura deles é meio transparentosa, não é cheeeia de cor, não. Mas, ao testar, logo vi que o Romance é MUITO mais transparente. E é o mais seco de todos, também. Isso tudo resulta numa cor mais natural, até porque acho que ele também é o que tem o fundo mais quente de todos, sabe? Tanto o Gaga quanto o Snob são mais tons mais frios – mas o Snob é o rei da palidez-rosa, tem o fundo bem azul. E também é o que entrega mais cor logo na primeira passada. Dos três, o Gaga é o que tem mais brilho, um acabamento meio molhado, típico dessa cobertura tipo Lustre da M.A.C. Comparem aí:

De baixo pra cima: Viva Glam Gaga, Romance e Snob. O foco estava em falta no dia

Conclusão: todos eles são bonitos, cada um do seu jeito, e eu respeito as diferenças. Hahahahaha, mentira, gente, não tem conclusão esse post. Acho que o que eu quero dizer é que eu acho que swatches de cor são sempre úteis pra quem tá em dúvida sobre o que quer num batom (ou sombra, ou blush, ou esmalte, tanto faz).

(Por Laura F.)


Enter your email address to subscribe to this blog and receive notifications of new posts by email.

Junte-se a 17 outros seguidores

Atualizações Twitter