Beleza exterior

Quem gosta de maquiagem e se maquia todos os dias – ou quase – sabe que tem várias coisas que a gente ama experimentar, mas que são vistas como loucura ou, pior, breguice, pelos outros. E esses outros, muitas vezes, são homens. Não consigo nem contar o número de vezes que eu já estava pronta para sair, dei tchau pro meu irmão e ouvi de volta: “Por que você tá com essa boca de palhaço???”. A última foi em referência ao batom Obey, da Illamasqua, curiosamente cultuadíssimo pela websfera de beleza. Pra vocês verem.

E aí achei, por meio da Lu, minha super amiga (brigada, Lu!) esse vídeo engraçadíssimo, que coloquei aí em cima, da Make Up Geek. Mas o mais engraçado desse vídeo é que, além de tudo, as meninas estão realmente bem ridículas – aí não precisa ser homem pra reparar! E digo mais: tenho certeza que todo mundo já cometeu um desses erros, nem que tenha sido aos 15 anos de idade quando estávamos aprendendo a usar um pincel de esponjinha pra passar sombra azul.

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Foto: Divulgação

A coleção Cham Pale, que foi lançada pela M.A.C lá fora em dezembro, está chegando fresquinha agora ao Brasil. É um atraso apenas razoável – e acho que foi mais rápido do que muitas outras! Considerando que muitos dos produtos não são tendências passageiras, mas podem ser usados como fundamentos de maquiagem, acho bastante ok, e estou feliz por ela ter chegado, afinal!

I Get No Kick Eye Kohl e Chez Chez Lame Special Highlight Reserve Powder

No começo do ano, tive a oportunidade de já comprar dois produtos dessa coleção, em uma encomenda pra família que viajava de férias. Escolhi o I Get No Kick Eye Kohl – um lápis de olho – e o iluminador Chez Chez Lame. (Gente, e o tanto que meu irmão de 11 anos – oi, Gui! – se divertiu lendo esses nomes engraçadinhos de produtos na minha listinha de encomendas? Ficou semanas falando disso, hahahahaha!)

São dois produtos que seguem bem o que eu percebi como sendo uma tônica da coleção: brilhantes, porém neutros. Comoassim? Bom. Vou começar pelo lápis I Get No Kick. Ele é descrito como um “nude metálico” e, bom, acho que é isso mesmo que ele é. Talvez eu chamasse de “champanhe”, não de “nude” (quero dizer que ele aparece mais do que um “nude”, sabe?), mas detalhes. De qualquer forma, “champanhe” é uma das palavras fortes na descrição da coleção – tanto do “clima” dela quanto de suas cores.

Swatches na pele; à esquerda, o lápis bege Duda Molinos, para efeito de comparação - viu como o da M.A.C é mais brilhante?

Olha como ele fica nos olhos:

 

É legal pra usar na linha d’água, mas por ser levemente cintilante serve como iluminador embaixo da sobrancelha e no cantinho interno do olho! Isso é o que eu mais adoro nele! As olheiras, infelizmente, não têm jeito, só rezando muito.

O outro produto, que considero um dos mais especiais da coleção, é o Chez Chez Lame, um dos Special Reserve Highlight, que são iluminadores com essa textura diferentosa e chique. Essa cor é um dourado com leves (muito, muito leves mesmo!) brilhos prateados. Eu não vejo nada de glitter (diferente do Belightful!), e acho um brilho lindo. (Tem ainda outra cor, o Rosé Ole, que eles dizem que funciona para todos os tipos de pele, e é mais rosado.)

Se esforcem pra ver/entender a cor, gente, tirar foto de iluminador é uma tristeza:

(Ai, que montagem linda!) O swatch no dedo está bem forte. Claro que, esfumando, não fica assim.

A coleção tem ainda sombras, paint pots (que não comprei e me arrependi, vou acabar comprando por aqui a cor Dangerous Cuvée, um cinza metálico), batons (todos metálicos ou cintilantes, acabamento frost ou lustre), gloss, rímel e outros lápis (bege/nude e preto). Tudo isso deveria, segundo a assessoria da marca, estar disponível desde o dia 01 de abril nas lojas da M.A.C; fui a uma delas e nada. Mas me ligaram de lá hoje (eu não atendi, dã!), imagino que seja pra avisar que os produtos chegaram – então em breve deve estar na Sacks também, corrão!

Acabei de ler no StyleList sobre uma nova marca, que acaba de começar a ser vendida na Sephora, chamada Bite Beauty. Olhando as fotos de divulgação, parece só mais uma marca, com cores bonitinhas mas não muito inovadoras, certo?

Ahá! Não é. Eles dizem que os produtos – tem batom, gloss, manteiga labial, e até um gel para os lábios cheio de vitaminas – contêm um montão de antioxidante, principalmente resveratrol – o mesmo ativo encontrado no vinho, aquele que os médicos dizem que você pode tomar um copo por dia pra viver mais e que os alcoólatras usam como desculpa pra beber todo dia, sabe? Então.

Como boa viciada em maquiagem e lançamentos, claro que fiquei curiosa pra experimentar, né? Mas também fiquei pensando: hoje em dia, parece que tudo tem que ter um benefício extra, e a gente fica cada vez mais obcecada, não? Quer dizer: a base tem que ter protetor solar (além do protetor que a gente já passa de manhã!), tem que passar cremes para os olhos e anti-idade, comer um número doido de alimentos por dia pra não envelhecer – e, agora, nem o batom pode ser mais uma forma inocente de colorir nosso visual e, por que não, nosso dia. Tem que passar esse aí, com resveratrol, pra não oxidar as células. Alguém mais acha estranho? De minha parte, vou ficar com meu creminho noturno, que já tá mais do que bom!

(Mas na matéria do StyleList eles falam uma coisa interessante: dizem por aí que as mulheres engolem sem querer um monte de batom na vida. E bom, pelo menos esses não são tóxicos, têm ativos naturais e tudo. Para as mais preocupadas ou naturebas, deve ser uma ótima notícia!)

Eu sou a primeira a admitir que raramente abro mão do salto alto – e se você me ver de tênis pode apostar que estou indo para a academia. Em geral, gosto de pensar com cuidado no que vou vestir a cada manhã, montar um look mesmo, sem só jogar peças juntas e sair correndo. (Claro que às vezes dá certo e outras vezes não!)

Vai daí que geralmente me vejo com roupas não muito práticas – e nem sempre as mais confortáveis para o dia a dia. Em geral, não é um grande problema, porque ando de carro (carona, tá, pessoal, que eu não dirijo), táxi e eventualmente ônibus. A pé, para coisas que preciso resolver na hora do almoço, por exemplo.

Todo esse nariz de cera é pra dizer que, nessa semana, acabei decidindo que queria começar a, pelo menos uma ou duas vezes na semana, voltar a pé para casa – eu trabalho a mais ou menos 4 quilômetros de distância, o que daria (pra uma pessoa um tico mais condicionada que eu, hehehe) uns 50 minutos, uma hora de caminhada. Bom exercício, né, nenhum sacrifício.

Mas o que fazer com a bolsa enorme, pesada por causa da nécessaire de maquiagem e de mil outras coisas? E com o salto alto? No dia em que decidi começar o exercício, quis vestir uma saia longa, branca, com blusa de malha amarela e uma sandália de salto médio. A solução: coloquei uma mochila (feinha, tadinha! Mas é a que servia para o propósito!) com o tênis e, na hora de ir embora, troquei o sapato e enfiei a bolsa (de pano) e seu conteúdo reduzido dentro dela!

E fui caminhando, com esse look in-crí-vel, que faria qualquer fashionista chorar e sair correndo: saia longa estampada, blusa amarela de malha (até aí, tô linda), complementados por tênis – daqueles de academia, que são mais confortáveis! – e mochila antiiiiiga daquelas da Kipling, sabem? Que eu ainda carreguei durante boa parte do trajeto na frente do corpo, porque meu celular tava no bolso e sei lá, achei vulnerável deixar nas costas. O cabelo fica preso num coque de qualquer jeito, pra não dar calor.

Tava bonita? Não, não tava. Se encontrasse algum conhecido no caminho ficaria chateada. Mas tava prática. Consegui andar, sem nenhum problema, até – pra ser sincera com vocês, vai – quase a minha casa. (Mas aí a culpa é do pulmão, não da roupa!) E durante o dia, no trabalho e tudo o mais, eu estava com a roupa escolhida, bonitinha, ótima, nenhum problema.

Esse texto longuíssimo é pra ter uma moral, que é: a moda, ou o que a gente escolhe vestir, pode sim passar uma mensagem. Mas tem dias, ou horas, em que é preciso se livrar dessa necessidade. Porque às vezes a mensagem que você quer passar é a de que sua prioridade, naquele momento, está em outro lugar.

Todo mundo que é alguém no mundo da moda e da beauté (ha-ha-ha) fica sempre doido pra experimentar os esmaltes novos da Chanel, não é mesmo pessoaaal?

Nisso eu não sou nada diferente, acho todos lindos mesmo, dou o braço a torcer, que que tem? Então um dia, passando pela loja só dedicada a coisinhas de beleza da marca no shopping Iguatemi, decidi entrar e comprar um vidrinho e seja o que deus quiser do meu cartão. E aí fui ao salão no fim de semana seguinte e passei, ó:

A foto tá linda desse jeito porque foi tirada do celular. Mas a cor é exatamente essa!

Esse é o Riva. Gatinho? Sim. Mas nosso amor está abalado. Ele é raliiiiinho. Precisa de três – sim, eu disse três – camadas pra cobrir mais ou menos – sim, eu disse mais ou menos. Assim, você passa três camadas e ainda vê o branco da unha. Mas aí chega, né, é da fórmula do esmalte ser assim, superemos. Vamos nos apegar ao fato de que a cor é linda.

Então aí outro dia eu descobri o salão Lilac Nails, uma fofura que fica a duas quadras do trabalho. Onde, segundo me diziam, havia vidrinhos de diversas marcas-desejo, inclusive o amado idolatrado Black Pearl – que me deixou em dúvida na hora da compra-maluca. Fui lá. Pintei.

Agora sim, Chanel! Além de lindo, ele fica perfeito com duas camadas singelas. E assim, não é só um esmalte, é todo um conceito, todo um mistério acontecendo nas suas unhas. É preto? É verde? É cintilante? É metálico? Uau.* (Bem verdade que eu fiz a unha na sexta e hoje, segunda, já tá bem descascado. Bem verdade número 2 que descascou depois que eu saí de uma hora dentro da piscina.)

Enfim. Pras esmaltólatras de plantão que moram em São Paulo, corre lá, fica na Rua Leopoldo Couto de Magalhães Jr., 187, tel. 3078-7970

* Ou sei lá, vai ver isso tudo é meu inconsciente tentando justificar o preço do esmalte. Pode ser, não duvidem de nada, gente.
**Também passei o Pêche Nacrée nos pés (mesma coleção do Black Pearl, a “Les Perles de Chanel”), mas vou poupá-los dessa foto.

Não sei vocês, mas eu adoro maquiagem com um toque de cor. Um toque mesmo, mais do que aquelas que têm várias mil cores diferentes esfumadas juntas e tudo o mais. (Quer dizer, gosto dessas também, mas e a preguiça de criar e executar, né?) E na hora de animar instantaneamente um look, delineadores e lápis coloridos geralmente são seus melhores amigos.

Mas aí eu vi esse lançamento da coleção Rainbow, da Contém 1g, que trouxe mais uma opção: usar rímel colorido. Por que não?, pensei. Um dia passei em uma loja e trouxe comigo uma das cores – a que me pareceu mais usável, a princípio.

Mas vou dizer que fiquei uns bons quase dois meses antes de realmente usar, sei nem por que. Daí hoje, pensando no que fazer nessa sexta-feira de sol, lembrei dele. E gente, me surpreendi. Olha como ele é bonitinho:

E, além de bonitinho, dá uma alongada legalzinha (mas sei lá, é que meus cílios já são grandinhos, então pra mim ele é ok, não espere milagres, hein!), não borra, é relativamente fácil de tirar…

ih, nessa foto dá pra ver que deu uma borrada no cantinho, né? ops!

E não é tão espalhafatoso quanto eu pensei. Por um lado, a taxista e duas colegas de trabalho notaram na hora a cor diferentosa dele. Por outro, quando terminei de passar eu grudei a cara na cara da minha mãe e disse: “olha que legal meu olho” e ela disse: “o que que tem?”. Então não sei, né. Tô meio em dúvida. Mas o fato é que gostei, e agora pretendo usar mais vezes (e em investir em um de outra marca, talvez um roxinho, ameixa? É uma cor bem universal, eu acho, destaca os olhos!)

Ah: combinei o rímel azul com uma maquiagem quase natural: base (Boots nº7, um dia falo dela pra vocês!), pó (Mineralize Skinfinish Natural) e corretivo (Studio Sculpt), blush coral com microbrilhos (Warm Soul, M.A.C) e batom coral (Copacabana, Duda Molinos).

Ai, que gata, que modelo! Pfff...

 

Acharam muito anos 1980 ou têm coragem de arriscar?

Nesse tempo que eu fiquei sem postar deu pra acumular bastaaaante esmalte, né? Mas vou mostrar só um de cada vez, porque não quero gastar a paciência de todo mundo! Vai faltar meu favorito, que não fotografei mas que está loucamente disseminado e fotografado por aí, o Na Mira 3D, da Impala (coisa linda de meudeus!).

O primeiro foi essa inglesinha, com uma combinação que eu acho, pasmem, clássica e linda: vermelho e rosa. (Sem contar que é uma forma discreta de colocar duas cores na francesinha sem chocar muito, já que é quase ton sur ton, né?) São duas cores muito parecidas, e me surpreende a gente não pensar mais vezes em colocá-las juntas:

Usei o Maria Flor, da Impala, com o Rosa Colonial, da Colorama, na ponta.

O que vocês acham? Usariam?

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