Beleza exterior

Archive for junho 2010

Esse blog, quando eu pensei em criá-lo, era pra ser sobre moda também, não só maquiagens e cosméticos. Mas até agora, nada tinha assim me inspirado super a escrever sobre roupas e que tais. Até que, acompanhando a última SPFW (só pela internet e TV dessa vez, deprê), que terminou nesta segunda-feira (14), uma coisa me chamou a atenção. É um look de verão que eu amo, e ficou muito bem traduzido, especialmente pela Maria Bonita.
 

Essa calça “cropped” ficou incrível feita em tecido solto e fluido.

Vou explicar. Eu acho que a tradução (literal?) do descolo (minha amiga Bel “criou” esse termo, e é muito mais legal do que falar descolado, que faz você parecer uma avó) são roupas bem soltinhas. Sem nem entrar no mérito de que, né, esses modelos são mesmo mais democráticos (tipo não precisa pesar 50 quilos pra poder usar), os tecidos bem fluidos e soltos do corpo ainda fazem a peça se mover conforme você se mexe, deixando tudo muito mais cheio de informação de moda – você vê o tecido, admira os poucos momentos em que ele encosta no corpo, repara nas pregas e no caimento etc.

Na minha cabecinha algo limitada funciona tipo assim: o tecido e a modelagem muito justas exigem algo do nosso corpo, enquanto os tecidos e a modelagem levinhas e soltas oferecem algo. Dá pra entender?
 
E, nessa leveza quase etérea que a Maria Bonita criou, as peças ainda ficam muito com carinha verão. E aí vai ter gente que vai dizer: mas essa calça que corta o tornozelo no meio vai me deixar baixinha e gordinha! E eu digo: e daí? Hahahaha. Primeiro que, né, eu já sou baixinha e gordinha. E segundo que você pode usar todos aqueles truques que a gente já aprendeu: comprar um modelo claro, e usar um sapatinho nude, meio da cor da pele. Fica de menina rica. E se você for mais abençoada fisicamente e quiser ousar, é só botar um tamancão ou qualquer sapato bem pesado, que faz a linha moderna. E ó, esse espacinho que sobrou de fora na canela pode ajudar a te refrescar, e aí, quando estiver fazendo 40 graus, você vai agradecer.

*Enquanto eu tava preparando esse post, as meninas do Oficina de Estilo, blog que eu amo e acho leitura obrigatória, falaram sobre como usar essas calças, dando outro exemplo. Vai lá.
**As fotos são do FFW, nossa very own version do Style.com

Gente. Esse post é um post emocional, então agüentem aí: superei um mito de beleza arraigado por anos no meu coraçãozinho. Vou contar, hein, senta, vai demorar (só uns três parágrafos, vai, e eu que demorei 25 anos pra descobrir isso aqui?).

Eu sempre acreditei fielmente que era preciso utilizar sempre o xampu e o condicionador da mesma linha. De preferência, usar também a mesma máscara de hidratação e creme pra pentear e tudo. Veja bem: mesma linha, não só mesma marca. Assim, eu nunca ia usar um xampu para cabelos loiros e um condicionador pra cabelos secos, entendeu? Por mais que meu cabelo seja as duas coisas.

Até que um dia eu fui na Kiehl’s e estava lá, cheirando todos os frascos da loja, como eu faço sempre que entro lá, e a mocinha super paciente, e tal, e falei que tinha ouvido falar do Amino Acid and Coconut Oil Shampoo, e se ela achava que ia ser bom pro meu cabelo. Ela disse: “sim, mas se você usar o condicionador junto, vai ficar pesado”. Minha mente parafusou e eu fiquei lá parada, pensando: ué? E como é que eu posso usar o xampu sem o condicionador?! E ela nem tchuns pra minha paranoia, foi lá e puxou da prateleira o Olive Fruit Oil Nourishing Conditioner. :-O

Vejam vocês a perspicácia: enquanto o xampu é feito para limpar sem ressecar (por causa do óleo de coco) e dar mais “corpo” (ótimo pros meus fios fininhos), o condicionador hidrata bastante, porque tem óleo de abacate, extrato de limão e de oliva (dã). O resultado foi que um sei lá, ativou o outro, ou qualquer coisa assim, e meu cabelo ressecadinho por causa das luzes fica brilhante, hidratado, mas ao mesmo tempo leve e com movimento.

E assim a gente acabou com um mito. Bonito isso, né? (Mas quando eu estiver sozinha sem conselho de gente que entende tudo, acho que ainda vou comprar xampu e condicionador igual, não conta pra ninguém.)

(Por Laura F.)

Primeiro, queria começar dizendo que não, eu não acho que ninguém precise de três batons rosas quase iguais. Mas, por outro lado, acho sim que todo mundo precisa de UM, pelo menos. Chama uma atençãozinha (bem inha, na minha opinião de usadora de batom laranja) e é feminino-delicado. Eu tenho toda uma coleção deles (tenho medo de contar quantos, mas certamente são mais de 10 – e eu sei que vocês tão me julgando, me deixa ser obsessiva, gente). Então, quando adquiri o último, o Viva Glam Gaga, responsável pela última febre beautística, pensei: vou comparar com os outros queridinhos parecidos, pra ver qual é que é.

Escolhi pra comparar o Secrets Romance, d’O Boticário (o da Taís Araújo na novela, criado pelo muso Fernando Torquatto) e o Snob, também da M.A.C. Então, vejamos que esse post tem uma utilidade pública: ajudar você a decidir se quer comprar algum deles, e qual, porque rá, eles são diferentes, sim, entre si.

Na bala os três não são tãaao parecidos, mas são da mesma família, né?

Bom, na primeira passada do Gaga, pensei logo no Romance. Isso porque a cobertura deles é meio transparentosa, não é cheeeia de cor, não. Mas, ao testar, logo vi que o Romance é MUITO mais transparente. E é o mais seco de todos, também. Isso tudo resulta numa cor mais natural, até porque acho que ele também é o que tem o fundo mais quente de todos, sabe? Tanto o Gaga quanto o Snob são mais tons mais frios – mas o Snob é o rei da palidez-rosa, tem o fundo bem azul. E também é o que entrega mais cor logo na primeira passada. Dos três, o Gaga é o que tem mais brilho, um acabamento meio molhado, típico dessa cobertura tipo Lustre da M.A.C. Comparem aí:

De baixo pra cima: Viva Glam Gaga, Romance e Snob. O foco estava em falta no dia

Conclusão: todos eles são bonitos, cada um do seu jeito, e eu respeito as diferenças. Hahahahaha, mentira, gente, não tem conclusão esse post. Acho que o que eu quero dizer é que eu acho que swatches de cor são sempre úteis pra quem tá em dúvida sobre o que quer num batom (ou sombra, ou blush, ou esmalte, tanto faz).

(Por Laura F.)

Oi, pessoal, não to falando que você aí que tá me lendo seja burrinha nem nada, okay? Mas me chamaram a atenção (Beijo Karmem, beijo Thati!) de que eu ando usando umas palavras assim, ahn, avançadas. Então resolvi vir aqui fazer uma listinha muito muito básica de vocabulário de maquiagem (hahahahaha, vocabulário de maquiagem, gente, a que ponto chegamos) antes de continuar. Então senta reta na cadeira e presta atenção, que vai ser meio longuinho:
 
Módulo 1 – Palavras esquisitas
Swatch – Essa é uma que eu tava usando meio sem noção, né. E ninguém é obrigado a saber que swatch nada mais é que um nome bonitinho pra “amostra de cor”. Então, é quando você pega e mostra, em fotos, como fica a cor do batom, sombra, lápis ou whatever – no seu braço, na sua boca, no seu olho… (Geralmente é no braço que é mais fácil. A americana Karla Sugar é tipo a rainha internacional dos swatches, clica lá).  Muito útil para quem, como eu, compra produtos pela internet. Tira um pouco a angústia de “ai como será a cor verdadeira desse batom”, sabe? Mas ah, quer saber a verdade? Eu só escrevo “swatch” em vez de “amostra” porque é mais googlado, pronto.
 
Beauté – É “beleza” em francês e, francamente, só coloquei nessa lista pro módulo das palavras esquisitas não ficar muito solitário.
 
Módulo 2 – Partes do rosto
Linha d’água – Nunca pensei que alguém não soubesse o que era isso. Mas é a parte de dentro do olho, onde você passa lápis, geralmente. Aí tem também a linha dos cílios (inferiores ou exteriores), que é a parte de fora disso. Deu pra entender médio?
 
Pálpebra móvel – Bom. É isso aí, não tem muita explicação não: é a parte móvel da sua pálpebra. Hahahaha. Quando você usa uma cor só de sombra, é onde você passa essa sombra. O que nos leva ao…
 
Côncavo – Parte do seu olho muito importante na maquiagem das mulheres modernas e antenadasss. O côncavo é o que fica bem em cima da pálpebra móvel, sabe? Pra entender, faz assim (faz mesmo, enquanto você lê, fica mais fácil, juro): coloca a mão na pálpebra. Agora coloca a mão no ossinho que tem em cima da pálpebra. O buraquinho que tem entre eles (achou?) é o côncavo. Mais fácil impossível. Agora você já sabe que aí é onde você coloca um tom de sombra mais escuro e esfuma pro olho ficar com profundidade. (Bom, isso é o básico, tá? Mas já dá pra ser bem feliz só com essa informação.)
 
Arco da sobrancelha – Seguindo a lógica, é o que fica em cima do côncavo. Também conhecido como “osso da sobrancelha”. É… Bom, é onde sua sobrancelha faz um arco, oras. Lá você aplica sombra iluminadora (aquela que é clarinha e tem brilhinhos, tá) pro olho ficar mais aberto.
 
“C” da maçã do rosto – Olha, vou ser sincera. Nem sei se isso aí tem nome, mas eu chamo assim. É um dos lugares onde você aplica iluminador pra ficar com cara de rica. (Aliás, eu tenho vários truques pra isso, olha aqui nesse link.) Basicamente, pegue a maçã da bochecha (isso você sabe onde é, né? É o que fica gordinho quando você sorri) e trace um “C” imaginário pra cima, acabando na testa em cima da sobrancelha. É isso aí.
 
Módulo 3 – Ações
Esfumar – É basicamente quando você pega um pincel redondinho e gorduchinho e passa em cima da cor de sombra que você já passou. Pode fazer uns círculos mesmo, ou movimento de vai-e-vem em cima da cor. Aí a maquiagem fica mais suave e menos marcadona, sabe como?
 
Delinear – Acho que vocês sabem isso. Mas é quando você usa um lápis ou delineador (ahn, né? delinear = delineador. ai, que dicionário uó esse meu) pra fazer um traço na linha dos cílios. Dá pra usar tanto nos cílios de cima quanto nos debaixo.
 
Módulo 4 – Apetrechos
Pincel chanfrado – A maioria dos pincéis tem um nome bobo e fácil de entender, tipo “pincel chato”, “pincel gordo”, “pincel lápis”. Mas esse, chanfrado, às vezes confunde um pouco. É aquele que tem as cerdas “tortas”, como se fosse uma ladeirinha, sabe? (hahahaha, ai, gente, desculpa, ladeirinha? Professor que ensinou “descrição narrativa” na faculdade ia se matar comigo hoje em dia, mas é o melhor que posso fazer.) Em caso de dúvida, é esse aqui que uso no vídeo das sobrancelhas.
 
Duo-fiber – Meu pincel favorito do mundo. É aquele que tem metade das cerdas pretinhas (sintéticas) e metade branquinhas (naturais). Ele serve principalmente pra aplicar coisas como base, blush e produtos cremosos ou líquidos. É ótimo porque deixa tudo bem levinho.
 
Kabuki – É possivelmente um dos únicos pincéis que eu não possuo em meu brush-roll (que é o rolo dos pincéis, né, tipo a nécessaire deles). Ele serve pra aplicar produtos em pó, e é baixinho e gordinho; sinceridade? não sei dizer bem o que ele faz, não.
 
Acho que é isso. Eu podia ser mais diligente e colocar fotos, montagens mostrando as partes do rosto com claro e escuro, mas né? A quem estamos enganando? Espero que essa lista tenha mudado a vida de vocês, tsá? Dúvidas nos comentários, please, se joga e pergunta tudo que eu tô de bom-humor.
 
(Por Laura F.)
 
P.S.: Estou pensando num post igual esse, mas de produtos. Tipo “o que é e pra que serve”. Que vocês acham?
P.P.S.: Tô tão orgulhosa de ter postado dois dias seguidos. Vou continuar, gente, é muito gratificante. hahahaha

Lápis de olho é uma coisa teoricamente fácil de usar e que não tem muito segredo. Mas, sabendo alguns truques, ele pode ser um super coringa na sua maquiagem: dá pra delinear, esfumar, fazer base de sombra, mil coisas. E com um lápis bege dá pra fazer uma coisa mais legal ainda: deixar seu olho mais aberto e seu rosto mais “acordado”, sabe como?

É uma dica muito mega master legal porque mais simples não há: você pega um lápis bege e passa na linha d’água. Só isso. Não precisa nem passar por fora, rente aos cílios (nessa parte, e também na pálpebra superior, pode passar um colorido, que nem eu fiz na foto). Tcharã!*

Ignorem as olheiras, um dia saberei usar Photoshop e minha dignidade voltará

O meu é a lapiseira da Vult, quebra um super galho e não custa quase nada, nas farmácias de bairro mesmo tem (e nesse site que eu linkei, que é confiável e tem todos os produtos baratinhos que a gente tem preguiça de caçar por aí). Mês que vem, acho, chega na MAC uns bacanas, da coleção Pret-a-Papier (a Vivian  mostrou no blog dela, o Fabulous, ó) – quero testar porque acho que a durabilidade deve ser maior. E ah: dá pra fazer com lápis branco também. O efeito fica menos discreto, mas mais moderno.

(Por Laura F.)

*Gente, eu sei. Tcharã? Eu sou a tia velha da blogosfera, né.


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